Advogado pensão por morte
O que é pensão por morte e como solicitar?
O falecimento de um contribuinte do INSS levanta uma série de dúvidas sobre direitos previdenciários, especialmente em relação à pensão por morte. Será que o direito ao benefício se mantém após o divórcio ou a dissolução da união estável? Em quais condições? Como comprovar a dependência econômica para garantir o benefício? Por isso, vamos tratar do assunto e entender quando contratar um Advogado pensão por morte.
E se o filho for deficiente? E se houver mais de um dependente?
Se você busca respostas para essas perguntas, chegou ao artigo certo. Para esclarecer todos os pontos, consultamos a advogada de pensão por morte Tarcila Pacheco para falar sobre os requisitos, a documentação e as particularidades desse direito, garantindo que você compreenda o que a lei diz e como agir.
O que é pensão por morte e quem tem direito?
A pensão por morte é um benefício pago mensalmente pelo INSS aos dependentes de um segurado que faleceu. A pessoa ajudava os parentes e contribuía para o INSS e, infelizmente, morreu, deixando dependentes. Por isso, a lei estabelece uma ordem de prioridade entre os dependentes, dividida em três classes:
Classe 1: Cônjuge, companheiro(a) e filhos (menores de 21 anos, inválidos ou com deficiência).
2ª Classe: Pais (desde que comprovem dependência econômica).
Classe 3: Irmãos (menores de 21 anos, inválidos ou com deficiência, desde que comprovem dependência econômica).
É importante destacar que o ex-cônjuge ou ex-companheiro(a) que recebia pensão alimentícia ou que consegue comprovar a vinculação financeira com o falecido se enquadra na Classe 1, concorrendo em igualdade de condições com o cônjuge/companheiro(a) atual e os filhos do falecido.
Pensão por morte para ex-mulher ou ex-marido: quais os requisitos?
Para que o ex-companheiro tenha direito à pensão por morte, o requisito central é a comprovação da dependência econômica em relação ao falecido na data do óbito. Isso pode ocorrer em duas situações principais:
- Recebimento de Pensão Alimentícia
Se você recebia uma pensão alimentícia estabelecida por decisão judicial ou acordo extrajudicial, a sua dependência econômica já está, em grande parte, configurada. Este é o caminho mais direto para obter o benefício.
Importante: O valor da pensão por morte não será, necessariamente, o mesmo da pensão alimentícia. O INSS realizará um novo cálculo com base nas contribuições do falecido e no número total de dependentes.
- Dependência Econômica Comprovada
Mesmo que não houvesse uma pensão alimentícia formalizada, o direito pode existir para a ex-mulher ou ex-marido. Se o falecido continuava a prover auxílio financeiro de forma regular mesmo após a separação — como o pagamento de aluguel, contas, plano de saúde ou outras despesas essenciais — é possível comprovar a dependência.
Atenção: a Súmula 336 do Superior Tribunal de Justiça (STJ) reforça esse entendimento, afirmando que a mulher que renunciou aos alimentos na separação pode ter direito à pensão se comprovar que a necessidade econômica surgiu posteriormente. Essa regra se aplica igualmente aos homens.
Como funciona a divisão da pensão entre ex e atual cônjuge?
Quando o falecido deixa múltiplos dependentes da mesma classe (por exemplo, uma ex-esposa com direito e uma companheira atual), a pensão por morte é dividida em partes iguais entre todos eles.
Exemplo: Se o valor do benefício for de R$ 2.000,00 e houver uma ex-esposa e uma companheira (ambas dependentes), cada uma receberá R$ 1.000,00.
De acordo com a legislação atual, se um dos dependentes perde o direito ao benefício (por exemplo, por falecimento), sua cota não é revertida para os demais. Ou seja, a beneficiária continuará recebendo apenas os R$ 1000,00 do exemplo. Mas isso depende da data do óbito. Caso seja anterior à Reforma da Previdência (novembro de 2019), o valor é repassado para os demais.
Como comprovar a dependência econômica?
Reunir a documentação correta é o passo mais importante. Um advogado de pensão por morte será necessário para organizar as provas. Embora as testemunhas possam complementar, elas não precisam ser a única forma de prova.
Lista de documentos (início de prova material) que podem te ajudar na comprovação:
Decisão judicial ou acordo de pensão alimentícia.
Declaração de Imposto de Renda do falecido onde você conste como dependente.
Extratos bancários que mostrem transferências regulares.
Comprovantes de despesas (aluguel, contas de luz, água, plano de saúde) pagas pelo falecido em seu nome.
Apólice de seguro de vida onde você conste como beneficiário(a).
Testamento que deixe bens ou rendas para você.
Prova de mesmo domicílio, se aplicável.

Dica da advogada Tarcila Pacheco
Os documentos devem ser contemporâneos à data do óbito para terem mais força probatória.
Por que contratar um advogado de pensão por morte?
O direito à pensão por morte para ex-cônjuges é um tema complexo, mas fundamental para a proteção de quem dependia financeiramente do segurado. Entender todos os requisitos e a documentação é o primeiro passo para garantir seu direito.
Se você se enquadra em uma das situações descritas, a orientação de um advogado especialista em pensão por morte é altamente recomendada. Este profissional poderá analisar seu caso, auxiliar na reunião das provas e conduzir o processo administrativo ou judicial, aumentando significativamente suas chances de sucesso.
Lembre-se: a lei busca amparar aqueles que, de fato, dependiam economicamente do segurado. Se esse é o seu caso, lute pelos seus direitos!





